Construhub Living integra banca final do programa Engenharia & IA, promovido pela Cogna

Iniciativa reuniu mais de mil estudantes de todo o Brasil em jornada voltada à inovação, empreendedorismo e aplicação prática de IA
A aproximação entre tecnologia, educação e mercado tem ganhado cada vez mais espaço na formação dos novos profissionais da engenharia. Esse movimento esteve no centro do projeto “Engenharia & IA”, promovido pela Cogna, que contou com a participação do Construhub Living na etapa final da seletiva.
Representado pelo coordenador Murillo Braghin, o hub integrou a banca de especialistas responsável pela avaliação das propostas finalistas desenvolvidas ao longo de uma jornada intensiva de quatro semanas. O programa reuniu estudantes de diferentes fases da graduação, de diversas regiões do país, em uma experiência voltada ao uso da Inteligência Artificial na resolução de problemas reais.
Ao todo, a iniciativa mobilizou 1.183 participantes e resultou na submissão de 252 propostas. Durante o processo, os estudantes passaram por etapas de descoberta, ideação, prototipagem e apresentação final dos projetos, em uma dinâmica que buscou estimular tanto competências técnicas quanto habilidades voltadas à inovação e ao empreendedorismo. Na fase final, as equipes MovePay, TechLift e Simplifica Digital foram as vencedoras. A MovePay apostou em um aplicativo que converte a atividade física dos colaboradores em score de desempenho e em recompensas financeiras, a TechLift em uma plataforma móvel com visão computacional que identifica e valida peças de elevadores em tempo real. Já a Simplifica Digital, idealizou um aplicativo que permite registrar vendas e controlar estoque por voz ou foto, com gestão financeira automatizada por IA.
“As propostas vencedoras eram escaláveis e tinham muito mercado, e isso fez com que se destacassem. Outro ponto foi a simplicidade que eles trouxeram para a inovação. Apesar de envolver alta tecnologia, todas apresentavam soluções simples para o mercado e fáceis de utilizar”, avalia Braghin sobre os projetos escolhidos.
Segundo o coordenador e docente da Cogna, Márcio Sella, ações como essa são fundamentais para reduzir a distância entre o ambiente acadêmico e a prática profissional. Para ele, a incorporação da Inteligência Artificial à formação dos estudantes já não representa apenas uma tendência, mas uma necessidade dentro das engenharias contemporâneas.
“A importância do projeto reside em três pilares. O primeiro é a atualização tecnológica: o estudante precisa lidar com a IA, que não é mais apenas uma tendência, mas uma ferramenta obrigatória nas engenharias modernas. O segundo é o desenvolvimento de soft skills. Ao passar pelas etapas de prototipagem e pitch, os alunos desenvolvem protagonismo, comunicação e resiliência, competências raramente exercitadas em currículos tradicionais. Além disso, há o estímulo à mentalidade empreendedora, que incentiva o aluno a ver problemas como oportunidades de negócio, fomentando à inovação dentro e fora das empresas”, avalia.


