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UEL quer proximidade com o setor produtivo

O Sinduscon Paraná Norte recebeu, hoje pela manhã, o reitor da Universidade Estadual de Londrina, Sergio Carvalho, e o vice-reitor, Decio Sabbatini Barbosa, para uma audiência com o setor. A iniciativa faz parte da política de aproximação com as entidades representativas da sociedade – assumida pela gestão que administrará a UEL até 2022 .



As autoridades foram recebidas pelo presidente Rodrigo Zacaria e pelos diretores Gerson Guariente Jr, Rodolfo Sugeta, Sandro Marques de Nobrega e Roberto Yutaka Hirazawa. O objetivo da visita foi ouvir as impressões do Sinduscon sobre a UEL e descobrir como a universidade pode colaborar com as demandas do setor.



A forte posição política-ideológica à esquerda – que até então inviabilizou a aproximação da instituição com o segmento produtivo – foi um dos assuntos abordados. “Somos favoráveis ao debate de ideias, mas o problema é que o desenvolvimento da cidade não vem sendo colocado em primeiro lugar no debate; e sim a questão ideológica”, observou Hirazawa.



A sustentabilidade econômica da UEL foi outra preocupação levantada pelo Sinduscon.  “Precisamos aumentar a eficiência do imposto que pagamos, agregando mais benefícios oferecidos pela universidade”, disse Guariente. “Temos salas e professores suficientes para ter o dobro de alunos de engenharia”, apontou. “China e Índia formam 300 mil engenheiros, cada um, por ano; os Estados Unidos formam 100 mil e o Brasil, menos de 10 mil. Sem engenheiros, o país não cresce”, destacou Zacaria.



 Para Guariente, é preciso fomentar a sinergia entre quem produz conhecimento e quem produz riqueza.  “Temos que estar conectados para mover essa roda”, disse, frisando que hoje o processo passa, obrigatoriamente, pela inovação.  Laboratórios para fazer certificação de produtos, controle tecnológico, normas de desempenho e BIM estão entre as demandas do setor que podem ser catalisadoras da aproximação entre universidade e empresas do setor. “Precisamos desentravar essa burocracia que não beneficia ninguém”, ressaltou Guariente.



Algo similar está sendo gerado com a Sociedade Rural do Paraná. Segundo o vice-reitor, a UEL terá um escritório lá dentro, com professores de Agronomia, Veterinária e Zootecnia.  “O período de isolamento da UEL vai se dissolver”, garantiu o reitor.