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Três ideias, três negócios promissores

As três equipes ganhadoras do Hackathon Construtech Londrina 2018 são estreantes: nunca tinham participado de um evento desse tipo antes. Provenientes de diferentes instituições de ensino de Londrina e região, tiveram a mesma percepção durante a maratona. Para todos, a experiência foi incrível.



“Os R$ 50 de inscrição não foram nada perto de tudo quer recebemos. A equipe organizadora está de parabéns. O suporte foi sensacional”, diz Gabriel Mercer de Lima Souza, aluno do curso de Engenharia Civil da UEL. “Nunca pensei em competir para ganhar. Estou fazendo meu TCC sobre a utilização da tecnologia da informação na construção civil e minha intenção era fazer contato com o pessoal das empresas que estariam presentes”, conta.



A equipe Igapó foi montada durante o evento. Entre os integrantes, alunos da Pitágoras, UTFPR, um engenheiro da computação e um engenheiro civil formados. Eles apresentaram um projeto de contratação assertiva, com treinamento e avaliação de mão de obra por interface de realidade virtual. “Mudamos de ideia três vezes. Um dos mentores viu o nosso desespero, explicou pra gente as técnicas de Design Thinking e aí apareceu a ideia no final da tarde de sábado.” A apresentação para a banca foi no início da tarde de domingo.



Apesar de não terem participado antes de nenhum Hackathon, a equipe Simtec já era familiarizada com o ambiente do empreendedorismo. “Gostamos desse cenário inovador, tivemos empresa Junior durante a faculdade”, conta Jorge Mussato, formado em Engenharia Civil pela UEL. Três dos quatro integrantes se formaram juntos; o quarto ainda é estudante do curso. “Achei o evento muito bem organizado; o suporte dos mentores foi ótimo. Com as orientações deles conseguimos complementar bastante a nossa ideia.”



O projeto da Simtec, batizado de ControLar, é uma plataforma interativa online de manuais do Proprietário e Condomínio, com plano de manutenções. “Nossa ideia tem potencial de futuro, independente da classificação ou de ter sido selecionada”, acredita Jorge.



Para Helena Takahara, a troca entre os estudantes e os profissionais já estabelecidos no mercado foi o ponto alto do Hackathon. “É muito bacana saber que estamos participando desse processo de transição do setor, que agora busca o caminho da inovação.” Aluna de Engenharia Civil da Unifil, ela integrou a equipe Chronos com mais dois colegas de turma e um estudante da UTFPR. O projeto apresentado propõe um sistema de acompanhamento de obra com interação mobile em tempo real. “Já marcamos reunião com o pessoal de TI para desenvolver a plataforma. Pretendemos avançar com a ideia, ver como o mercado reage, aproveitar os contatos disponibilizados durante o evento e começar a monetizar”, planeja.



Por Rosângela Vale



Foto: Wilson Vieira