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Presidenciáveis apresentam suas propostas para o setor

Com a proximidade das eleições presidenciais, a participação da Indústria da Construção no debate sobre o futuro do Brasil, propondo soluções viáveis e efetivas para reaquecer o setor e resgatar o desempenho das suas empresas, é essencial para o País. É o que defende a Coalizão pela Construção*, que reuniu nesta segunda-feira (06/08), no auditório do Edifício: Armando Monteiro Neto, em Brasília, os principais candidatos à Presidência da República, para o encontro O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018. “Queremos saber o que o setor da construção pode contribuir para melhorar o País”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, lembrando que o setor da construção ou é a locomotiva ou o freio da economia nacional.  Em 2017, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção (0,5%) acabou puxando o PIB nacional para baixo, mesmo após sua alta (1,0%), “o que demonstra a importância do setor para tentar desenvolver o País”, enfatiza.



*A Coalizão pela Construção é formada por 26 entidades da indústria da construção e atua conjuntamente na defesa institucional da agenda estratégica da construção, estabelecendo diálogo com diversos atores em torno de temas de interesse comum para resgatar o desempenho das suas empresas.   



Minha Casa, Minha Vida é uma dívida que o País tem com os brasileiros, diz Marina Silva



 A candidata da Rede falou sobre a importância do setor de construção para a sociedade, não só dentro do cenário macroeconômico, com a geração de empregos e a retomada dos investimentos no País, mas também na inclusão social e qualidade de vida dos brasileiros. “Aqueles que trabalham no setor da construção não são apenas construtores de pontes ou casas. Vocês conectam pessoas, integram negócios. Vejo a construção não só pelo olhar da engenharia, mas como parte dos sonhos das pessoas”.   



O licenciamento ambiental foi um dos temas mais abordados por Marina durante o debate. A candidata falou que, se eleita, irá reforçar os mecanismos de licenciamento ambiental para dar agilidade aos processos. Marina afirmou, ainda, que a universalização do saneamento básico será uma das principais medidas de seu governo. A proposta é aprimorar o marco legal existente e apoiar os municípios na elaboração de seus projetos.



Marina falou, ainda, sobre a necessidade de grandes reformas para equilibrar as contas públicas e retomar a confiança dos investimentos no País. A candidata destacou a Reforma da Previdência e disse que, se eleita, irá retomar o debate a respeito do tema, abrindo o debate com a sociedade e seu foco será no combate aos privilégios. Marina citou, ainda, a Reforma Tributária, como uma das medidas necessárias para a melhoria do ambiente de negócios.



Para Alckmin, o estímulo à competitividade no setor privado vai destravar a economia do Brasil 



O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acredita que o setor da construção civil pode ajudar o Brasil a retomar a competitividade econômica. O tucano defendeu a garantia de condições jurídicas, de crédito e planejamento para dar tranquilidade ao investidor e retomar o crescimento do País.



Para Alckmin, o Brasil se tornou caro e pouco competitivo ao longo dos últimos anos. E a solução para reverter esta realidade é a abertura comercial e diminuição da interferência do governo na atuação empresarial. “Nossa ideia é desburocratizar, desregulamentar e estimular a atividade empreendedora para destravar a economia. Precisamos investir em moradia, saneamento básico e infraestrutura modal e, para isso, devemos usar o FGTS”, disse.



Caso seja eleito, o ex-governador de São Paulo quer realizar, ainda no primeiro ano de mandato, as reformas tributária, previdenciária, política e de Estado. “A nossa meta é zerar o déficit em menos de dois anos. Política fiscal boa não tem déficit e abre espaço para investimento, daí a necessidade das reformas”, defendeu.



Alckmin propôs uma “parceria” com a coalizão do setor da construção civil, caso seja eleito em outubro de 2018. Ele acredita que investir em infraestrutura reduz custo brasil, melhora a vida da população e gera empregos. “Vocês conhecem o caminho e o setor pode ajudar muito o país a avançar. Então vamos estar permanentemente juntos para fazer o país crescer rapidamente. Temos que sair do marasmo e fazer um crescimento sustentável.”



Álvaro Dias promete conselho consultivo para ouvir o setor da construção, além de aprimorar o Minha Casa, Minha Vida



A Reforma do Estado é uma das bases da proposta do senador e ex-governador do Paraná Álvaro Dias, candidato à Presidência da República pelo partido Podemos. “O Brasil não pode ser um brinquedo entregue nas mãos de aventureiros que querem aprender a governar”, destacou. Segundo ele, não há solução para os problemas que afligem o Brasil no modelo em que o País se apresenta, de corrupção. “É por essa razão que não há recurso para fomentar o desenvolvimento, como no setor da construção, responsável pela geração de empregos no País”, disse. O candidato anunciou que, se eleito, terá um Conselho Consultivo para ouvir o setor da construção. “Quem quer conhecer o setor, tem que conversar com ele”.



“De nada adianta o candidato dizer que vai mudar a economia se não for pela mudança na reforma do Estado e por reformas que devem ser colocadas à mesa desde o início do mandato, que passa pela diminuição da máquina pública, reduzindo ministérios – cerca de 15, sem mencionar quais seriam, mas deixando claro que os das funções básicas permaneceriam – e de privilégios”, completa, dizendo que convidou o juiz Sérgio Moro para sua equipe de governo.



Álvaro Dias, que tem como vice-presidente o economista Paulo Rabello de Castro, do Partido Social Cristão (PSC), disse reconhecer a importância da segurança jurídica, de crédito e da necessidade de cortar os gastos públicos. Para recuperar o investimento público no setor da construção, o candidato acredita que o ajuste fiscal tem que ser acompanhado de crescimento econômico, por isso a necessidade da segurança jurídica e do combate à corrupção. “Melhorar o ambiente de negócio, acabando com essa burocracia horrorosa que existe no País e o impede de crescer; reduzir a carga tributária, simplificando o seu modelo; diminuir os emolumentos, que é um assalto à população, e reduzir as taxas de juros”, foram algumas das propostas apresentadas.



Álvaro Dias também defendeu a necessidade de aprimorar o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) com previsão de creches e transportes públicos próximos às residências. No campo da infraestrutura, manifestou o desejo de recuperar a credibilidade junto ao setor privado para utilizar nas PPPs, concessões e privatizações os mecanismos de fomento que o país dispõe (Banco do Brasil, Caixa e BNDES).



Ciro Gomes acredita que a retomada da economia depende da construção civil



O candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, defendeu que o sacrifício fiscal em prol da retomada do crescimento econômico no Brasil seja feito nos primeiros seis meses de mandato. E garantiu: “vai valer a pena”.



Segundo o ex-governador do Ceará, o setor da construção civil tem um papel importante na reviravolta econômica do Brasil, uma vez que responde aos estímulos, cria emprego e gera renda de forma rápida e a custos baixos. “Precisamos diminuir despesa e aumentar a receita no Brasil. E, com o setor da construção civil, isso é possível”, acredita Ciro. Ele defende investimentos imediatos nas áreas de Defesa, Saúde, Agronegócio e no setor de Gás e Petróleo.



Em seu discurso, Ciro Gomes enfatizou que todas as mudanças propostas em sua campanha passam pelo redesenho do pacto federativo brasileiro. “Tenho metas: todas as obras de transporte urbano no Brasil, que hoje custam cerca de R$ 300 bilhões, vão ser resolvidas em até 10 anos”, disse. Ele ainda garante que vai acabar com o déficit brasileiro. “Não tenho um dia de déficit em minha vida pública. Eu sei reverter a situação”, garantiu.



O candidato pedetista defende o equilíbrio do câmbio, das taxas de juros e da tributação para aumentar a competitividade no Brasil. “Não podemos mais acreditar que o consumo vai fazer o Brasil crescer. Precisamos ‘reindustrializar’ o Brasil para equilibrar as contas”, disse. Ciro Gomes pretende repensar a Lei das Licitações, Lei de Desapropriações e a Lei do Licenciamento Ambiental. “O Brasil precisa mudar”, enfatiza.



Henrique Meirelles afirma que construção será prioridade número 1 de seu governo



O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, garantiu que os investimentos em infraestrutura estarão no centro de sua atuação à frente do País. “Não existe crescimento econômico, nem criação de empregos, sem a construção civil”, afirmou.



Em seu discurso, Meirelles citou uma de suas promessas de governo – o ‘Programa Brasil Integrado’, um amplo projeto de infraestrutura urbana, interurbana e de longa distância. De acordo com o candidato, já foram traçadas estratégias de curto, médio e longo prazos, que passam pela retomada imediata de mais de 7 mil obras que estão paralisadas ou andando lentamente, com investimentos na ordem de R$ 80 bilhões; pela agilidade nas obras em andamento e aquelas com potencial para atração de recursos privados.



Para Meirelles, o Brasil ainda precisa avançar em reformas para retomar seu crescimento. O ex-ministro do governo Temer listou os avanços realizados com a reforma trabalhista, com destaque para o trabalho intermitente - fundamental para o setor de construção, mas reforçou a necessidade de aprovação da Reforma da Previdência e da Reforma Tributária, para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos. “Temos que diminuir as despesas obrigatórias para voltar a investir. Se conseguirmos aprovar a Reforma da Previdência, conjugado ao teto dos gastos, nossas despesas – que hoje representam 20% do PIB e podem subir para 25% em 10 anos – vão cair para 15%”. Meirelles disse que encaminhou ao Congresso Nacional quinze propostas para aumentar a produtividade da economia. 



Em linha com o documento elaborado pela Coalizão pela Construção, o candidato do MBD afirmou que em seu governo o setor privado será incorporado aos debates e planejamentos para novos investimentos. Meirelles disse que, se eleito, irá realizar mesas de discussões e grupos de trabalho para envolver os agentes privados nos processos de concessões e definições de novos projetos de infraestrutura para não só planejar, mas discutir medidas em conjunto para simplificação legal e regulatória, além de dividir os riscos de forma mais equilibrada.



Fonte: Assessoria de Comunicação CBIC



Fotos: Guilherme Kardel