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Palestra reúne presente e futuro da construção

Empresários,estudantes universitários e professores se reuniram nesta terça-feira (21/11) no auditório do Sinduscon Paraná Norte, em Londrina, para assistir a palestra sobre a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ministrada por Salvador Benevides, superintedente do CB002, comitê brasileiro que trata das normas da construção civil. O evento teve o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).



A organização foi do grupo de acompanhamento de normas técnicas do Sinduscon Paraná Norte, coordenado pelo engenheiro Júlio Ribeiro. Ao questionar as atividades dos integrantes da plateia, Benevides concluiu: “Estão aqui o presente e o futuro da construção.”



Na palestra, ele explicou que existem 68 comitês brasileiros e que o escopo do comitê 002 é projeto e execução da área de edificação. São 221 temas tratados pelo CB002 e quase 3 mil normas indiretamente ligadas ao setor da construção civil. Dessas, 1047 são de edificações.



O palestrante falou ainda sobre os objetivos da ABNT – entre eles, o incentivo ao movimento de normatização no país - e sobre a função das comissões de estudos: elaborar e revisar as normas brasileiras; assegurar o cumprimento das diretrizes da ABNT e deliberar sobre o envio dos projetos de norma para consulta nacional e homologação.



Benevides lembrou que o código de defesa do consumidor (Lei nº 8.078/1990) estabelece, em seu artigo 39, inciso VIII, que "é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas, colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial .”



Benevides alertou que engenheiros e construtores têm o dever ético de cumprir normas, já que a resolução Confea nº 1002, de 26/11/2002, que instituiu o Código de Ética Profissional da Engenharia, estabeleceu, no artigo 9º, inciso III-g, que “no exercício da profissão são deveres do profissional adequar sua forma de expressão técnica às necessidades do cliente e às normas vigentes aplicáveis.”



”Quando se descumpre uma norma, assume-se, de imediato, um risco.Isso significa dizer que se está consciente do resultado lesivo”, advertiu.