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Indústria 4.0: setor precisará se reinventar

A chamada Indústria 4.0 chega trazendo mudanças nos processos de produção e mercado de trabalho exigindo novas competências dos profissionais. Novas profissões como engenheiro de cibersegurança, técnico em informação e automação, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D devem surgir e se consolidar nos próximos cinco a dez anos, de acordo com levantamento realizado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). 



O estudo prevê o surgimento de 30 novas ocupações em oito áreas: automotivo; alimentos e bebidas; construção civil; têxtil e vestuário; tecnologias da informação e comunicação; máquinas e ferramentas; química e petroquímica; e petróleo e gás. 



CONSTRUÇÃO CIVIL 

As ocupações da construção civil também precisarão se reinventar com o crescente uso da domótica (automação predial) e da IoT (internet das coisas) para reunir informações detalhadas do que ocorre no canteiro de obras em tempo real e automatizar processos - como pedidos de novos materiais e ferramentas e dos materiais inteligentes. Uso de novos materiais como concretos translúcidos e que se auto reparam, além de novas tecnologias para conforto térmico e acústico. 



O estudo mostra que, em cinco anos, cerca de 30% das empresas vão demandar de gestor de logística de canteiro de obras. O encarregado de logística do Grupo Plaenge, Jean Carlos de Almeida, 35, procura estar sempre um passo a frente, participando de cursos de aperfeiçoamento. Formado em técnico em edificação, está no oitavo semestre do curso de engenharia civil. 



Almeida gerencia o fluxo de materiais utilizados no canteiro de obras. Ele é encarregado de validar as quantidades de insumos previstas no projeto do empreendimento e ajustar conforme o desenvolvimento da obra, organizando os prazos de entrega e estoque dos insumos. "Os conhecimentos do curso de edificação me ajudam na parte técnica para a validação", disse. 



Segundo ele, a empresa vem investindo em novas tecnologias na área de logística, visando otimizar o uso dos materiais. "Hoje, trabalhamos com o sistema Toyota de produção enxuta", afirmou. Almeida considera importante estar sempre buscando qualificação e aperfeiçoamento para se manter no mercado. 



Aline Machado Parodi/Folha de Londrina



Foto: Anderson Coelho



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