Notícias

Ícones da Engenharia: Enedina Marques e a coragem para desbravar

Em comemoração ao dia do engenheiro civil (25/10), o Sinduscon inicia uma série de homenagens com grandes nomes do segmento. A cada mês um profissional inspirador será lembrado em nossos canais de comunicação.



Uma mulher à frente de seu tempo. Engenheira com um legado impressionante. Negra que enfrentou e venceu preconceitos. As expressões se referem à Enedina Alves Marques (1913-1981), entretanto não são suficientes para definir a força de uma personalidade tão representativa em todo o Brasil.



Enedina desbravou um universo que era hostil à mulheres e negros. É reconhecida por ser a primeira engenheira negra do Brasil, a primeira mulher a se formar em engenharia no estado do Paraná.  Conquistar tais títulos significou lutar pelos sonhos desde a infância. A mãe fazia trabalhos domésticos na casa do militar, Domingos Nascimento, que bancou os estudos de Enedina. Durante a escola trabalhou como babá e doméstica. Se formou professora.



Tempos mais tarde foi em busca do maior desejo: a faculdade de engenharia. Se formou na Universidade do Paraná aos 32 anos. A formação que tanto despertou preconceitos, também abriu portas. A engenheira trabalhou como auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas. Depois no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do estado. Ao construir a Usina Capivari - Cachoeira viu-se obrigada a se impor para ser respeitada como profissional.



Obras de destaque: Usina Capivari-Cachoeira, Colégio Estadual do Paraná e a Casa do Estudante Universitário de Curitiba (CEU).



Homenagens: O nome de Enedina Marques foi imortalizado no Memorial à Mulher, em Curitiba, como pioneira da engenharia. Em Maringá, foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em 2006.