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Hackathon traz propostas de renovação para o setor

Trezentas latas de energético, 50 litros de café, quatro mil salgadinhos, 80 quilos de comida, 80 hambúrgers, 25 pizzas, 200 copos de água, 60 competidores, 40 horas ininterruptas de trabalho, 30 mentores, 10 jurados, 13 projetos apresentados, três selecionados. Esses são alguns números do Primeiro Hackathon Construtech Londrina. Mas o resultado do evento vai muito além.



“O intangível do que aconteceu aqui é inquantificável; ultrapassou minhas expectativas; impossível medir o ambiente criado. Foi excepcional”, definiu o vice-presidente financeiro do Sinduscon Paraná Norte, Gerson Guariente Junior. “Nosso objetivo era gerar três negócios viáveis, mas teremos mais do que isso.” Segundo ele, a experiência de hackathons de outros segmentos já provou que nem sempre os ganhadores são os únicos que se destacam no mercado e fazem os melhores negócios.



“É o tipo de experiência que queremos com o processo de governança:  empresários envolvidos, jovens desenvolvedores e a academia fortemente juntos. Agradecemos a todas as instituições de ensino envolvidas nesse chamado da inovação. Ao aproximar todo mundo, geramos conhecimento, network e riqueza”, disse Guariente, já anunciando a próxima edição do evento em 2019, com formato ampliado.



Desde a noite de sexta-feira (28/09) até a tarde de domingo (30/09), as equipes do Primeiro Hackathon Construtech Londrina se reuniram na sede do Sinduscon/Ceal para pensar em soluções tecnológicas aos problemas apontados pelo setor da construção civil de Londrina: gargalos relacionados à gestão da obra, inteligência de mercado,  sustentabilidade, gestão de projetos, matérias/métodos construtivos e mão de obra.



Os temas mais trabalhados foram compra e venda de materiais e gestão de projetos no canteiro, mas também surgiram soluções para resíduos da construção, além de projetos de casa própria customizável, de baixo custo e rápida produção. Os que se destacaram na avaliação dos jurados foram os de maior “maturidade”, ou seja, os que estão mais prontos para virarem negócios.



“Os problemas apresentados aqui são realmente os que eu ouço, todos os dias, dos empresários que atendo”, disse o gerente administrativo da Caixa Econômica Federal, Valdemir Martins. Para o consultor da área de TIC do Sebrae, Lucas Ferreira, o pessoal mostrou que a vontade de trabalhar faz a diferença. “Já tive a oportunidade trabalhar em 16 hackathons; vendo o potencial dos projetos apresentados aqui fico me perguntando por que o setor da construção demorou tanto para fazer o primeiro.” Segundo ele, independente do resultado da competição, todos podem ser beneficiados. “Para os que acreditam no que apresentaram aqui como uma oportunidade de negócio, nós, do ecossistema, vamos gerar condições para que empreendam”, garantiu. “Já estou imaginando dois ou três projetos virando empresas e ganhando mercado”, afirmou o diretor presidente da Sercomtel Participações, Roberto Nishimura, líder da APL de TI de Londrina.



Os projetos selecionados pela banca foram o AvaliaNet, que propõe contratação assertiva, ou seja, treinamentos e avaliações de mão de obra por interface de realidade virtuall; ControLAR, plataforma interativa online de manual do Proprietário e Condomínio, com plano de manutenções; e Chronos, sistema de acompanhamento de obra com interação mobile em tempo real. A classificação só será revelada no dia 30 de outubro, durante o Eco.Tic 2018, no Parque Ney Braga, quando também será feita a premiação: R$ 5 mil; R$ 3 mil e  R$ 1 mil para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.



O Hackathon Construtech Londrina foi uma realização do Sinduscon Paraná Norte, Ceal e Sebrae, com o apoio especial do Senai e os patrocínios da A Yoshii, Caixa, Coopercard, Plaenge, Rotesma, Sistema Fiep, Thyssenkrupp, Vanguard e Yticon. Teve ainda os apoios da Codel, Crea-PR,  Mutua-PR, Navis Design e Tecnologia, Pitágoras, Unicesumar, Unifil, UEL, Unopar e Red Foot.



 



Por Rosângela Vale



Foto: Wilson Vieira