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Cindel e Tecnocentro recebem recursos

Foi feito hoje (05/07) pela manhã, no auditório do Senai, o anúncio da liberação dos recursos para o CINDEL - Cidade Industrial de Londrina e para o Tecnocentro. O convênio para que o município receba mais de R$ 28 milhões foi assinado pelo secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros. São autorizados R$ 25 milhões em financiamento para a implantação da Cidade Industrial e outros R$ 3,2 milhões, a fundo perdido, para finalizar as obras do Tecnocentro.



Com projeto realizado pelo Sinduscon Paraná Norte e Ceal, o condomínio que abrigará a cidade industrial será instalado no trecho final da Avenida Saul Elkind. Terá 170 lotes internos e 40 lotes externos, com áreas de dois a seis mil metros quadrados. A expectativa é que as obras comecem em 2019 e que as empresas lá instaladas gerem quatro mil empregos diretos.



O presidente da Codel, Bruno Ubiratan, ressaltou a localização estratégica do condomínio (quase na saída para Cambé), assim como a infraestrutura de segurança (com muros e câmeras), além de área de lazer para os funcionários. Segundo ele, toda essa estrutura estará à disposição das empresas.



O diretor de Ciência e Tecnologia do Tecnocentro, Eduardo Ribeiro Bueno Netto, informou que o local está praticamente finalizado, faltando apenas o acabamento interno.  Será o polo de desenvolvimento da inovação de Londrina. Três ativos já estão confirmados e atuarão lá dentro: o laboratório de alimentos e produtos afins (cosméticos e saúde), que vai prestar serviço para toda a cidade; o  Escritório de transferência de tecnologia da informação (CTI); e o Escritório Regional Fab Lab, um laboratório de prototipagem de tecnologia em internet das coisas. “Basicamente, se você quiser criar um produto e testar, em Londrina haverá essa possibilidade, tanto para startups como para empresas já instaladas na região”. Essa estrutura possibilitará a criação do programa estadual de aceleração de startups – o segundo do Brasil.



Para Gerson Guariente Junior, que representou o Sinduscon Paraná Norte no evento, trata-se de uma grande realização da sociedade organizada de Londrina. “Quero lembrar que a cidade industrial é um projeto que vem sendo discutido com a comunidade desde 2006, quando nós começamos a revisão do plano diretor: ele faz parte de um plano de descentralização das atividades da cidade. Nós nos agarramos em um projeto de longo prazo, queiram ou não os políticos de plantão. Se os políticos de mandato estiverem envolvidos agradecemos bastante e o projeto será acelerado; se não estiverem envolvidos nós continuaremos olhando o futuro da mesma forma”, observou.



Guariente ressaltou ainda a participação do Sinduscon:  “Quero agradecer, em nome da comunidade, ao presidente Rodrigo Zacaria, que se envolveu pessoalmente no projeto (junto com o Brazil Versoza, presidente do Ceal)  para que ele pudesse ser disponibilizado para o município”.



“Cidade sem sociedade civil organizada é refém de seu futuro, não protagonista”, disse Sílvio Barros, avisando que o recurso disponibilizado pelo governo do estado é um investimento, não uma doação. “Não estamos interessados em construir um prédio, mas em construir um processo de economia digital para Londrina, o Paraná e o Brasil.”



Por Rosângela Vale