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Ampliado o grupo que planeja a inovação no setor

Cerca de 40 pessoas se reuniram na tarde de quinta-feira (21/02) no auditório do Sinduscon, para conhecer o trabalho iniciado há um ano pela governança da construção civil de Londrina, composta por entidades, empresas, instituições de ensino, startups e órgãos públicos com o objetivo de fomentar a inovação no setor.



“Cada pessoa que está aqui foi convidada porque pode fazer a diferença nesse processo”, disse o coordenador da governança, Gerson Guariente Junior, que apresentou o contexto e as justificativas para esse movimento dentro da indústria da construção.



Segundo ele, o Forum Econômico Mundial de 2016 apontou o setor como o terceiro mais atrasado do mundo em inovação. Os estudos indicaram três caminhos a seguir para resolver o problema: ações governamentais, das instituições e dos empresários. “As instituições precisam assumir seus papéis; fazer o meio de campo com o governo, assumir o compromisso com a sociedade. E os empresários precisam olhar a inovação de um jeito mais aberto, colaborativo e associativo”, observou Guariente, ressaltando que não existe ação feita por entidades, mas por indivíduos dentro delas.



Ao contextualizar o trabalho da governança, Guariente citou o Forum Desenvolve Londrina – grupo que se reúne há 13 anos para pensar e propor soluções para a cidade. Foi de lá que surgiu a ideia, em 2015, de contratar a Fundação Certi para realizar um diagnóstico do ecossistema de inovação de Londrina. Uma das conclusões do estudo é que Londrina tem mais ativos do que Florianópolis há 30 anos, quando iniciou o processo que a levou a ser o maior polo de inovação do Brasil.



O estudo da Certi identificou cinco setores estratégicos para o município: agronegócio, químico e materiais, eletrometalmecânica, TIC e saúde. Apesar de a construção civil estar mapeada entre os setores de maior representatividade em Londrina e entre as dez vocações econômicas da região, não foi considerada área de oportunidades para inovação. 



Esse foi o ponto de partida para a criação da governança do setor, cujo trabalho culminou com a realização do primeiro Hackathon Construtech Londrina, em agosto de 2018. A segunda edição do evento já tem data marcada (outubro de 2019), mas o trabalho da governança deve ir além, com a elaboração do planejamento estratégico. “Precisamos de uma ação coletiva mais abrangente”, justificou Guariente.



Os encontros do grupo, orientados pelo consultor do Sebrae Rubens Negrão, foram agendados para março, quando será feito o nivelamento do conteúdo, com dados atualizados sobre o setor, e a definição do plano de ação, com a contribuição de todos os envolvidos no processo.



Por Rosângela Vale